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Marisa Matias contra políticas europeias que promovem a “floresta” do lucro

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Estão todos a descansar do calor, em bancos e à sombra de árvores, no adro da igreja quando a cabeça de lista do Bloco de Esquerda às europeias, Marisa Matias, se aproxima. Depois de ter estado no quartel dos bombeiros voluntários de Monchique, a eurodeputada ruma à freguesia de Alferce, que foi especialmente fustigada pelo fogo em Agosto do ano passado .

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Apesar de ter ressalvado a importância da aprovação do mecanismo europeu de protecção civil , Marisa Matias continua a ver vários combates pela frente: defende o controlo público do SIRESP, mais apoios e maior fiscalização à forma como são atribuídos, outra política para a floresta. A eurodeputada não se coibiu de criticar as políticas europeias, lamentando que promovam mais medidas para apoiar a “floresta financeirizada”, a “floresta para produção de lucro”, em vez da floresta como “pulmão do mundo” e para a “manutenção da biodiversidade”. Sobre os incêndios que fustigaram o país, lamentou: “Não aprendemos as lições todas.”

Antes de conversar com os habitantes daquela freguesia, que não se esquecem daqueles dias do fogo, que perderam terrenos, e que não têm recebido apoios, a candidata visitou o quartel dos bombeiros voluntários de Monchique, onde o comandante Rui Lopes deu conta das dificuldades de recrutamento que tem, da falta de incentivos ao voluntariado, entre outros problemas, e sempre sem esquecer aqueles dias de Agosto: “Foi uma situação muito complicada.”

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