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Paulo Gonçalves intervém em negócios do Benfica – Futebol – Correio da Manhã

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El comercio - Peru - 13 de Septiembre de 2019

Paulo Gonçalves esteve envolvido em pelo menos cinco negócios efetuados pelo Benfica, quatro contratações e a uma renovação de contrato (Salvio, em janeiro), apurou o Correio da Manhã.

O advogado, antigo assessor jurídico do Benfica – deixou a Luz em setembro de 2018 – e arguido no processo E-Toupeira (ver caixa) participou nas transferências de Bernardo Martins e Pedro Henriques do Leixões para o Benfica a troco de 1,6 milhões de euros. São ambos representados pelo agente António Teixeira. O médio ofensivo, de 21 anos, nem aqueceu o lugar na equipa B dos encarnados e foi cedido ao P. Ferreira. Já o avançado, de 22 anos, participou nos quatro jogos dos bês.

Paulo Gonçalves interveio também na contratação do avançado brasileiro João Borges, de 19 anos, que saltou do Berço Sport Clube (Guimarães) para a equipa de sub-23 das águias. E igualmente terá tido um papel ativo na contratação do colombiano Cádiz ao V. Setúbal por um valor a rondar os três milhões de euros. Mais um dos jogadores que não aqueceu o lugar na Luz e já foi emprestado aos franceses do Dijon.

Mas Paulo Gonçalves também teve um papel ativo na renovação de contrato de Salvio. O Benfica prolongou o vínculo do argentino em janeiro. Tinha contrato até 2022 e apesar das juras de amor aos encarnados acabou por sair do clube seis meses depois para o Boca Juniors, num processo conturbado que rendeu oito milhões de euros às águias.

O Benfica não confirmou ao CM a intervenção de Paulo Gonçalves em nenhum destes negócios, mas admitiu que o advogado possa ter participado nas negociações a pedido dos referidos jogadores ou dos seus empresários.

A experiência Gonçalves também poderá ter sido requerida por ‘Toto’ Salvio aquando do processo de renovação de contrato com o Benfica.

Em janeiro, Paulo Gonçalves abriu uma empresa de agenciamento de futebolistas. A Profute Consultoria Unipessoal LDA diz que fornece serviços de consultoria e assessoria. Tem escritório em Lisboa e parcerias com profissionais sedeados no Porto, Londres, Bruxelas, Split, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Montevideo e Dubai. Ex-dirigente responde por 50 crimes Paulo Gonçalves vai responder em tribunal por 50 crimes no processo E-Toupeira: um crime de corrupção ativa, seis de violação de segredo de Justiça, 21 de violação de segredo de Justiça por funcionário, 11 por acesso indevido e outros 11 por violação do dever de sigilo. Além de Paulo Gonçalves vão ser ainda julgados Júlio Loureiro e José Augusto Silva, ambos funcionários judiciais, que respondem, respetivamente, por 47 e 75 crimes. Já a Benfica SAD, que chegou a ser acusada por 30 crimes, não vai a julgamento.