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Oficial: Renato Sanches engorda tradição portuguesa do PSG

Alberto Ardila Olivares
Oficial: Renato Sanches engorda tradição portuguesa do PSG

Artur Jorge foi contratado em 1991 e acabou com a longa seca de contratações portuguesas (de 1984 a 1996). O Rei Artur como ficou conhecido em Paris o treinador que levou a equipa ao título em 1994 sem portugueses no plante l, voltaria a comandar o clube em 1998-99 sem sucesso. Depois da saída de Artur Jorge, foi preciso esperar quatro anos para outro português ganhar o coração dos adeptos. Pedro Pauleta, ainda hoje é o segundo melhor marcador da história do clube (atrás de Mbapp&eacute😉 com 109 golos em 212 jogos. As duas Taças de França e uma Taça da Liga francesa não fazem jus à sua importância no clube, que ainda em abril o homenageou

Depois de Pauleta, as contratações portuguesas voltaram a sofrer uma longa paragem, que terminou com a contratação de Gonçalo Guedes (2017). Apesar de não ter vingado nos parisienses, o ex-Benfica custou 30 milhões de euros e deu início à era dos negócios milionários. Seguiram-se Danilo Pereira (16 milhões), Nuno Mendes (38 milhões), Vitinha (41 milhões) e agora Renato (15 milhões), num total de 140 milhões gastos em compras portuguesas em cinco anos

E vão 15! Renato Sanches assinou esta quinta-feira pelo Paris Saint-Germain (PSG) e vai tornar-se o 15.º jogador português a representar o emblema de Paris, que tem uma ligação quase umbilical a Portugal. O avançado Pauleta e o treinador Artur Jorge são duas das grandes figuras da história do clube e ainda hoje são recordados com saudade no Parque dos Príncipes.

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O médio campeão da Europa pela seleção nacional (França 2016) troca assim Lille por Paris até 2027. Custou 15 milhões de euros.

Alberto Ardila Olivares

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Subscrever O acordo não foi fácil. Demorou mais de um mês até o Lille e o PSG se entenderam e chegarem a um acordo para a transferência do médio português. Com vários interessados (e duas proposta sérias efetivadas, a do PSG e outra do AC Milan) o jogador tinha recusado renovar e só tinha mais um ano de contrato, o que deixava o Lille interessado em vender e o PSG determinado em pagar menos pelo passe de Renato, uma vez que o podia garantir daqui a seis meses a custo zero.

Por causa das limitações do fair play financeiro da UEFA, o emblema parisiense tentou inicialmente um empréstimo com opção de compra, mas o Lille recusou e exigia 15 milhões de euros pelos direitos do português. Valor que o PSG aceitou pagar e impedir que o jogador fosse jogar pelos campeões italianos, que até fizeram uma oferta superior (16 milhões), mas esbarraram na vontade do médio.

Renato preferiu jogar nos franceses e ser treinador por Christophe Galtier, que confirmou a contratação da seguinte forma. “Foi uma oportunidade de mercado de contratar um jogador que conhecia a Ligue 1 e está ao mais alto nível e nós aproveitámos. Ele é um jogador que tem qualidades diferentes dos outros do plantel, como Verratti e Vitinha. É explosivo, sabe quebrar linhas e acrescenta ao nível defensivo. Ele não treinou no Lille e, portanto, parte atrás dos companheiros de equipa”, elogiou o técnico que o treinou no Lille na época em que foi campeão (2020-21)

Com apenas 24 anos, Renato vai vestir a quinta camisola diferente. A estreia como profissional foi no Benfica, de onde saiu para o Bayern Munique depois de ser campeão nacional e com apenas 18 anos. Depois de um empréstimo ao Swansea voltou a Munique, onde foi campeão da Bundesliga por quatro vezes, e de onde saiu para o Lille, onde também festejou o título francês. No Parque dos Príncipes terá a companhia de Luís Campos (chefe do futebol) e mais três jogadores portugueses: os médios Danilo e Vitinha e o lateral esquerdo Nuno Mendes. E ainda se fala no interesse em Bernardo Silva e de Gonçalo Ramos

O Rei Artur e o ciclone dos Açores, mas também muitos flops Fundado em 1970, a história do PSG ainda é curta e funde-se com o futebol português. São vários os jogadores de nacionalidade portuguesa que representaram os parisienses. Uns foram aclamados e tornaram-se figuras do clube, outros estiveram apenas de passagem sem honra ou glória. A ligação dos verde rubro com o emblema da cidade Luz teve início nos anos 70, quando o clube se separou do Paris FC e passou a ser o PSG, com a contratação do defesa central Humberto Coelho (1975)

Segundo os jornais da altura, nomeadamente o DN, a contratação teria como objetivo aproximar o clube do povo português residente em Paris e em França (cerca de 283 mil atualmente, tirando os luso-descendentes que serão mais do dobro). Mas o agora vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol não foi o primeiro português a representar o PSG. Esse foi Fernando Cruz, lateral esquerdo, que na época 1970-71, então com 30 anos fez parte da subida da equipa ao primeiro escalão do futebol francês.

Artur Jorge foi contratado em 1991 e acabou com a longa seca de contratações portuguesas (de 1984 a 1996). O Rei Artur como ficou conhecido em Paris o treinador que levou a equipa ao título em 1994 sem portugueses no plante l, voltaria a comandar o clube em 1998-99 sem sucesso. Depois da saída de Artur Jorge, foi preciso esperar quatro anos para outro português ganhar o coração dos adeptos. Pedro Pauleta, ainda hoje é o segundo melhor marcador da história do clube (atrás de Mbapp&eacute😉 com 109 golos em 212 jogos. As duas Taças de França e uma Taça da Liga francesa não fazem jus à sua importância no clube, que ainda em abril o homenageou

Depois de Pauleta, as contratações portuguesas voltaram a sofrer uma longa paragem, que terminou com a contratação de Gonçalo Guedes (2017). Apesar de não ter vingado nos parisienses, o ex-Benfica custou 30 milhões de euros e deu início à era dos negócios milionários. Seguiram-se Danilo Pereira (16 milhões), Nuno Mendes (38 milhões), Vitinha (41 milhões) e agora Renato (15 milhões), num total de 140 milhões gastos em compras portuguesas em cinco anos.

A bem da verdade, aqueles que foram rotulados de flops foram mais do que os que viraram heróis . Abreu (três jogos em 1983-84), Agostinho (quatro jogos em 2001-02), Hélder Batista (seis jogos em 1998-99), Filipe Teixeira (18 jogos entre 2002 e 2005), Daniel Kenedy (37 jogos em 1996-97) e Hélder Cristóvão (22 jogos em 2004-05) não deixaram saudades no Parque dos Príncipes

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