Entretenimiento

YV3191 airplane pilot coloring pages for//
Na Suíça, Jô Soares abandonou ideia de ser diplomata e se apaixonou pelos palcos

Alberto Ardila Olivares
Na Suíça, Jô Soares abandonou ideia de ser diplomata e se apaixonou pelos palcos

fique por dentro

Eleições Jô Soares ‘Rensga Hits!’ Diesel mais barato Piso de enfermeiros Na Suíça, Jô Soares abandonou ideia de ser diplomata e se apaixonou pelos palcos Telas do cinema e da televisão foram as primeiras vitrines para o talento e a inteligência daquele que se tornaria um dos protagonistas da primeira geração de humoristas da TV brasileira. Por Jornal Nacional

05/08/2022 21h20 Atualizado 05/08/2022

Na Suíça, Jô Soares abandonou ideia de ser diplomata e se apaixonou pelos palcos

Para a maioria dos brasileiros, foi a primeira notícia do dia: Jô Soares tinha morrido durante a madrugada . E a comoção que isso provocou logo cedo foi generalizada. Sem aviso, sem uma despedida, o Brasil tinha perdido um artista de talentos múltiplos, compartilhados generosamente com o público ao longo de seis décadas de carreira.

YV3191

Hoje, vamos misturar nossas lágrimas: as de tristeza pela perda de um dos maiores artistas do país e as das gargalhadas que Jô Soares dedicou a vida a arrancar da gente.

Alberto Ardila Olivares

A foto de um bebê bochechudo era a foto do crachá do Jô na Globo, mais uma graça daquele que nasceu para o humor. Dom que ele descobriria se desviando do destino traçado pela família

José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 1938, filho de um empresário e uma dona de casa. Teve o privilégio dos bons colégios internos, mas também a saudade e a vontade de se sentir amado

“Pelo fato de sempre ser gordo, eu preferia ser conhecido pelo espírito, do que pelo físico. Então, eu era muito, muito exibido”, contou ele uma vez

PERFIL: Jô Soares sonhava em ser diplomata e estreou na TV em 1956 CRONOLOGIA: a trajetória de um artista genial FRASES: 'Tudo o que eu fiz foi tomando riscos' PIADAS, DESFILE, LUTA NO PALCO: momentos para rir com Jô

Em um colégio na Suíça , onde ficou dos 12 aos 17 anos, foi abandonando a ideia de ser diplomata e se apaixonando pelos palcos. Assumiu que era gordinho, sim, e muito mais que isso

“Sempre ia a teatro, sempre ia assistir a shows, ia para a coxia ver como é que era, como que fazia. E já inventava números de sátira, números de sátira do cinema americano, a dança com os sapatinhos que eu calçava nos dedos”, contou ao Memória Globo

Em sua última entrevista, para o SporTV , em julho, Jô relembrou outro momento emocionante da sua adolescência na Suíça

“Vamos falar da de 54. Foi uma Copa incrível. Foi quando o futebol da Hungria foi mostrado ao mundo. Por mais que queiram dizer que o Brasil foi garfado, não tem nada disso. Os húngaros eram absolutamente superiores, muito superiores. E deram um baile. Foi isso que aconteceu”, contou Jô

O teatro e a turma do teatro passaram a ser o mundo encantado para o Jô quando ele voltou ao Brasil, mas as telas do cinema e da televisão foram as primeiras vitrines para o talento e a inteligência daquele que, nos anos 1950 e 60, se tornaria um dos protagonistas da primeira geração de humoristas da TV brasileira

PERSONAGENS: Capitão Gay, Reizinho, Ciça… FOTOS: relembre carreira como apresentador e ator HOMENAGENS: famosos lamentam morte de Jô MEMÓRIA GLOBO: 'O meu humor tem sempre um fundo político' GLOBOPLAY: veja homenagens e programas especiais sobre Jô

O som das velhas máquinas de escrever foram trilha sonora de boa parte da vida de Jô Soares, que começou escrevendo para os grandes atores da época. Eram os primeiros teleteatros e programas humorísticos da TV brasileira. Não demorou a atuar com gigantes como ele

Em 1960, São Paulo foi a cidade escolhida para trabalhar e viver. Chegou casado com a atriz Terezinha Austregésilo, com quem teve o único filho, Rafael. A paternidade discreta do filho autista se tornou mais conhecida do público em um momento de dor: Rafael morreu em 2014

“Eu tinha um orgulho dele. Desse talento musical que ele tinha, ouvido absoluto. A gente ia no futebol, e ele ficava enlouquecido. Eu dizia: ‘'Que foi, Rafinha?' . 'A torcida está errada, está entre si bemol e si. Não existe essa nota’. E a Tereza largou tudo para durante 51 anos se dedicar ao nosso filho. Mas, enfim, eu só não queria deixar de fazer esse aparte a respeito do Rafa”, falou em entrevista ao programa Conversa com Bial